4 de set de 2015

Até breve, velha amiga.

Quando foi a primeira vez que demonstrei um sinal de independência? Já faz tampo tempo, só tenho uma lembrança vaga dos meus dias de criança. Aqueles dias que estava longe de qualquer aparelho tecnológico moderno, onde meu único contato com a mídia era uma televisão de tubo, porém já colorida, que ficava no quarto de minha avó, casa na qual ficava praticamente o dia inteiro, para assistir programas que hoje, só me lembro da alegria que sentia, gerando um aperto e uma certa nostalgia. Programas como Chaves; Bom dia e Companhia; TV Globinho; Eu, a Patroa, e as Crianças. Todas as brincadeiras que giravam em torno deles parecem que sumiram. São poucas as memórias que tenho de uma mesa com a família reunida para um jantar, rindo e brincando, unida. São poucas as brincadeiras que ainda faço. Ainda me lembro das cirandas cirandinhas, passar o anel, amarelinha..Lembro que por maior que fossem meus problemas de saúde, por mais que eu chorasse em casa, escondida, meu sorriso ainda brilhava na escola. Mesmo nas provas, ainda era o melhor lugar para se estar. Lembro, bem vagamente, confesso, da primeira vez que tive que subir em um banco para alcançar o armário da cozinha, um ato tão simples nos dias de hoje..Ou quem sabe, a primeira vez que tive que subir na cama para alcançar o guarda-roupas? Ou a primeira vez que tive que me abaixar para não bater a cabeça nele? São todas as lembranças, que me fazem clamar por aqueles tempos..Meus arrependimentos de ter jogado coisas foras, mesmo sem me importar de lembrar o porque de ter feito isso. Hoje olho para as crianças, em uma escola diferente, já sabendo o que palavras tão vulgares significam..Já sabendo como se maquiar mesmo no terceiro ano do ensino fundamental, onde eu e muitas amigas ainda apenas brincávamos com as coisas de nossa mãe..Já não podendo ir para a rua brincar de amarelinha, e se confinando em seus quartos com seus eletrônicos..


Muitos podem pensar que é hipocrisia minha para falar algo assim, já que ainda sou criança. Mas minha infância foi deixada para trás, a muito tempo, não por escolha, mas porque precisei seguir em frente. Idade, meus amigos, não é questão de amadurecimento. E amadurecer, não significa deixar para trás essas brincadeiras, não significa parar de ser um tanto quanto idiota com os seus amigos. Significa saber quando fala e se cala, saber que se deve respeitar as pessoas, saber respeitar a decisão de seus pais, ter responsabilidades, saber manter a cabeça fria em meio os problemas, sejam eles psicológicos, físicos, emocionais ou de caráter público. É por isso, que deixo aqui, esse texto. Para dar adeus a minha infância, ou melhor, um até breve, pois se despedir dela é algo que nunca irei fazer. Afinal, todos temos um lado criança.

Para terminar a pergunta que não quer calar (do FAQ)
1. "Kaine Sohota" é seu verdadeiro nome? Se não, porque ele? Não. E, para falar a verdade, a ideia desse nome foi da minha amiga para uma história própria. Eu comecei na blogosfera com "Kyoto", e até hoje uso, então as assinaturas podem varias, mas vou tentar usar mais "Kyoto". Vamos dizer que a Kaine agora faz parte do passado, e é uma personagem, mas que pode voltar a qualquer momento. Bom, o porque de Kaine já foi explicado, agora o de Kyoto...Para ser sincera faz muito tempo desde minha entrada na blogosfera, então não me lembro bem o porque, mas conhecendo a mim mesma, sei que não via anime, então não tem nada relacionado ao mundo japonês. Acho que foi simplesmente porque achei bonito. Sim eu era muito fútil e simples.

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